Caros leitores,
Venho por meio deste comunicado informá-los que hoje (08/02) não haverá matérias novas. Estarei voltado à criação de novos layouts, widgets e outros recursos para deixar o blog com uma aparência mais limpa, leve e interativa. Além disso, estarei terminando de construir nossa página (você pode curtir clicando aqui) e perfil do Facebook (clique aqui para conhecer nosso perfil).
Desde já agradeço a compreensão de todos e até segunda com novas postagens;
Kauê Francischelli
Atravésdocéu – levando informação até você.
quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012
Comunicado 02/2012 : Matérias novas a partir de segunda-feira!
terça-feira, 7 de fevereiro de 2012
Asteróide, Meteoróide, meteoro, meteorito e cometa : Quais as diferenças?
Antes de explicarmos a diferença básica entre eles, é preciso saber a definição de asteróide. Asteróide é um corpo celeste com centenas de quilômetros que percorre o espaço. Podem ser chamados também de planetóides, dependendo de suas proporções. Muitos deles se localizam no cinturão de asteróides, uma área entre Marte e Júpiter, devido à atração gravitacional entre os próprios asteróides e esses planetas. Já foram estudados mais de quinhentos mil asteróides e suas órbitas é a área de maior estudo dos cientistas.
Eles podem ser classificados como categorias C (compostos de carbono, com pouco brilho, são bem escuros – os mais abundantes no cinturão, chegando a 75%), S (compostos de sílica, com um brilho mediano – os segundos em maior quantidade, cerca de 17%), M (compostos de grandes quantidades de níquel e ferro) ou do tipo V (compostos de basalto – pouco encontrados na região do cinturão).
Os asteróides que se aproximam de nosso planeta são denominados EGA (em inglês, earth-grazing asteroids). Um asteróide muito conhecido por cientistas é o 433 Eros, descoberto em 1898, composto basicamente de sílica (tipo S) sendo o segundo maior asteróide que passa próximo da Terra.
Asteróide 433 Eros. Foto: NASA/NEAR PROJECT (JHU/APL).
Os mistérios sobre a criação do grande cinturão de asteróides ainda intrigam muitos cientistas. Há diversas teorias, dentre elas as principais se referem que na região do grande cinturão existia um grande planeta, que acabou colidindo com Júpiter. Outra teoria afirma que os asteróides também foram formados a partir da nebulosa que gerou nosso sistema solar, porém devido à enorme gravidade de Júpiter, o processo de criação de um planeta não se tornou mais possível.
Meteoróide são corpos que percorrem o espaço como os asteróides, porém, suas dimensões são bem menores. Eles se originam de impactos entre asteróides e planetas, seus desmembramentos, ou até mesmo de restos de matéria não condensados da criação do sistema solar.
Meteoro ou estrela cadente é o nome dado ao fenômeno de atrito de um meteoróide em contato com nossa atmosfera. Eles podem ser encontrados na forma de uma chuva de meteoros, que é causada pelos restos de matéria deixados pela trajetória de um cometa. O mais interessante sobre a chuva de meteoros é que, segundo o observador, se originam de um único ponto denominado radiante. Há outra forma encontrada, denominada esporádica, devido a sua quantidade e por não possuir uma radiante. Meteoros são consumidos completamente pelo atrito da atmosfera.
Chuva de meteoros de Leônidas. Foto: NASA.
Meteoritos são objetos resultantes da atração gravitacional terrestre que não são totalmente consumidos pelo atrito da atmosfera. Há casos raros em que os impactos com o solo os fazem vaporizar e desaparecer, gerando um pequeno terremoto, como ocorrido na Sibéria em 1908, abrindo uma cratera de 50 quilômetros e matando todos os animais da região. O maior meteorito encontrado é o de Hoba West, na África do Sul, pesando 60 toneladas.
Meteorito de Hoba West. Foto: NASA.
Nosso país também é vítima desses acontecimentos. O maior meteorito encontrado, o “Bendegó”, pesa 5,3 toneladas. Encontrado na Bahia em 1784, atualmente encontra-se no Museu Nacional, no Rio de Janeiro. Em 2010, acompanhamos pelos noticiários a queda de pequenos meteoritos na região de Minas Gerais, despertando a curiosidade dos moradores locais e de outras regiões.
Meteorito do Bendegó. Foto: Museu Nacional do Rio de Janeiro.
Cometa refere-se a um astro cuja extremidade é um núcleo de luminosidade intensa. Ao redor deste núcleo, surge uma espécie de aura de claridade difusa, que se prolonga gerando um brilho denominado cauda. Ao passar pelo Sol, a matéria sólida presente no núcleo se aquece, expelindo algumas moléculas. Elas se afastam, constituindo a cauda.
Existem diversos tipos de cometas, grandes e pequenos, apagados e brilhantes. Os mais conhecidos, por serem os maiores e os mais brilhantes, são o Encke, Biela e Halley.
O Cometa Halley realiza uma órbita completa em 76 anos, foi descoberto pelo astrônomo Edmond Halley em 1705. Sua próxima aparição está marcada para 29 de julho de 2061.
Referências Bibliográficas (textos adaptados)
Cometa Halley. Foto: NASA. NSSDC.
Referências Bibliográficas (textos adaptados)
06/02/2012 15h31
06/02/2012 15h39
07/02/2012 13h17
http://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:433eros.jpg 07/02/2012 13h25
07/02/2012 13h39
07/02/2012 13h40
07/02/2012 13h45
07/02/2012 13h53
07/02/2012 14h05
07/02/2012 14h31
07/02/2012 14h59
07/02/2012 15h00
07/02/2012 15h21
Pesquisas de conhecer: O planeta Terra. 1986. Círculo do Livro. Editora Abril.
segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012
Tudo sobre Plutão e seu rebaixamento
Antes de explicarmos a decisão tomada pela União Astronômica Internacional (IAU) em 2006, é preciso entender sobre seu descobrimento e suas características básicas que o difere dos outros planetas do sistema solar.
Em 1840 Urban Le Verrier, um matemático e astrônomo francês, utilizando métodos da mecânica de Newton, previu a posição de Netuno, que na época ainda não havia sido descoberto. Nos anos seguintes, a descoberta de Netuno e as observações de Urano demonstravam que sua órbita (Urano) estava sendo perturbada possivelmente por outro corpo celeste, que posteriormente foi nomeado de planeta X, apesar de não ter sido encontrado.
Urbain Le Verrier. Fonte: Wikipedia
O suposto planeta X só foi encontrado posteriormente em 1930, pelo Observatório Lowell. Sua nova nomeação passou a ser Plutão, sugerido por Venetia Burney, de 11 anos na época, de Oxford. Seu nome remete à mitologia clássica no qual Plutão era o deus romano do submundo. Seu novo nome se tornou uma homenagem nos desenhos da Disney, com o cachorro Pluto e, além disso, o novo elemento descoberto, o Plutônio, seguia a tradição de sempre nomear novos elementos a partir de planetas descobertos.
Porém, o mistério do planeta X não parou por aí. A massa de Plutão com o passar do tempo foi diminuindo, chegando a 0,2 % da massa terrestre. Com esse valor, a causa da perturbação de Urano devido a Plutão não era plausível. Com novas observações e novos dados coletados pela sonda Voyager 2, em 1922, a necessidade de existência de um suposto planeta X foi descartada e no fim da década de 70 com a descoberta de 2060 Chiron a classificação de Plutão como planeta começou a ser questionada.
Plutão leva 248 anos para completar uma órbita. Diferentes dos outros planetas, que possuem uma órbita elíptica próxima a um plano horizontal, sua órbita tem uma excentricidade mais inclinada, algo superior a 17°, fazendo com que uma parte de sua órbita fique mais próxima do Sol do que a órbita de Netuno.
Representação das órbitas de Plutão e Netuno. Fonte: Wikipedia
Ele pertence ao cinturão de Kuiper, uma área que compreende de 30 UA a 49 UA em relação ao Sol (leia mais sobre unidades de medições aqui). É composto basicamente de gelo e rocha, como a maioria dos outros corpos do cinturão. Alguns fatos foram decisivos na classificação de Plutão como um planeta anão, principalmente com a descoberta de corpos trans-netunianos (asteróides e cometas) no cinturão e outros diversos corpos de tamanhos maiores ameaçando sua supremacia na região. Eris, um dos corpos descobertos na região, é o nono maior objeto do sistema solar, possui uma massa de 27% maior do que Plutão, porém sua distância em relação ao Sol é três vezes maior.
A descoberta de Eris acarretou uma discussão na sociedade científica, seria possível admitir a existência de outros planetas em nosso sistema solar com tal distância? Esses corpos exerciam alguma função essencial em nosso sistema? Como solução, foi criado o termo planeta-anão, que designa corpos celestes de pequenos tamanhos, que orbitam o Sol e possuem gravidade suficiente para criar uma órbita, não sendo gravitacionalmente dominantes. Há outros planetas também denominados anões, como por exemplo, Haumea e Makemake.
Alguns astrônomos atualmente classificam Plutão e seu 'satélite' Caronte como sendo um sistema planetário anão binário, devido aos seus tamanhos similares (Caronte possui metade de seu tamanho) e a um sistema de acoplamento de marés, no qual a face de Plutão em relação à caronte é sempre o mesmo.
Foto do telescópio Hubble (NASA). No canto inferior esquerdo, Plutão. No canto superior direito, Caronte.
Referências Bibliográficas (textos adaptados):
06/02/2012 09h33
06/02/2012 09h33
06/02/2012 10h15
06/02/2012 10h32
06/02/2012 11h11
06/02/2012 11h14
06/02/2012 11h18
06/02/2012 11h32
quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012
Comunicado 02/2012 : Matérias novas na próxima segunda-feira!
Caros leitores,
Venho por meio desta informá-los que apenas voltaremos a postar na próxima segunda-feira dia 06/02, em virtude dos resultados dos vestibulares estarei me ausentando nesse período. Mas não iremos parar por aí, segunda-feira teremos 3 matérias novas! Não percam!
Kauê Francischelli
Atravesdoceu
Venho por meio desta informá-los que apenas voltaremos a postar na próxima segunda-feira dia 06/02, em virtude dos resultados dos vestibulares estarei me ausentando nesse período. Mas não iremos parar por aí, segunda-feira teremos 3 matérias novas! Não percam!
Kauê Francischelli
Atravesdoceu
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